Família e sucessões

Inventário em cartório: quando o extrajudicial é possível

Muita gente imagina que todo inventário vira um processo longo na Justiça. Nem sempre é assim. Em boa parte dos casos, ele pode ser feito direto no cartório — de forma mais rápida e menos burocrática. Esse caminho tem nome: inventário extrajudicial.

O que é o inventário extrajudicial

É o inventário feito por escritura pública, em cartório de notas, sem precisar de um processo judicial. Os herdeiros, acompanhados de advogado, comparecem ao cartório, e a partilha é formalizada em um único documento.

Por não passar pelo Judiciário, costuma ser concluído em bem menos tempo.

Os requisitos

Para seguir por esse caminho, em regra é preciso:

Tradicionalmente, também se exigia que não houvesse testamento. Esse ponto, porém, vem sendo flexibilizado: hoje, dependendo do caso e do entendimento da Justiça, o inventário com testamento já pode ser feito em cartório em algumas situações. Vale conferir o caso concreto.

A escritura pública e o advogado

O documento central é a escritura pública de inventário e partilha. Nela ficam descritos os bens, os herdeiros e quem fica com o quê.

O advogado participa obrigatoriamente: orienta a partilha, confere os documentos e assina a escritura junto com os herdeiros. Não é uma formalidade vazia — é o que dá consistência ao acordo e evita problemas no registro, lá na frente.

As vantagens

Quando é cabível, o extrajudicial costuma trazer:

Quando há acordo entre os herdeiros, o cartório costuma ser o caminho mais leve.

Quando não dá para fazer em cartório

O extrajudicial não serve para todo caso. Em regra, ele não é possível quando:

Nessas situações, o caminho é o inventário judicial. Isso não é um problema — é apenas o procedimento adequado para proteger quem precisa de proteção, como os menores.

E os documentos?

São, em boa parte, os mesmos do inventário judicial: certidão de óbito, documentos dos herdeiros e do falecido, certidões dos bens e das dívidas. O cartório confere tudo antes de lavrar a escritura.

Saber se o seu caso se encaixa no extrajudicial depende de detalhes: quem são os herdeiros, se há consenso, se existe testamento. Se você quer entender qual caminho é possível na sua família, vale uma avaliação tranquila da situação antes de decidir.

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Cada situação tem detalhes próprios. Converse comigo para uma avaliação do seu caso.

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