Recuperação de crédito

Penhora: o que pode e o que não pode ser penhorado

Você ganhou uma ação e quer receber — ou está do outro lado, preocupado em perder bens por uma dívida. Em qualquer dos casos, a palavra “penhora” costuma assustar. Entender o que pode e o que não pode ser penhorado ajuda a enxergar a situação com mais clareza.

O que é penhora

Penhora é o ato pelo qual a Justiça separa bens ou valores do devedor para garantir o pagamento de uma dívida cobrada em processo. O bem não vai de imediato para o credor: ele fica reservado e, em regra, pode ser vendido em leilão para que o dinheiro quite a dívida.

Ou seja, a penhora é um meio, não um castigo. Existe para dar efetividade à cobrança quando o devedor não paga.

O que costuma ser impenhorável

A lei protege um mínimo necessário à vida digna. Em regra, não podem ser penhorados:

Essas proteções existem para impedir que a cobrança de uma dívida tire da pessoa o básico para viver e trabalhar.

Dinheiro em conta: a penhora online

Hoje, boa parte das penhoras de dinheiro acontece de forma eletrônica. A Justiça aciona sistemas ligados ao Banco Central e pode bloquear valores nas contas do devedor à distância, sem precisar de oficial de justiça na porta.

É rápido e eficaz. Mas há limites: valores de natureza salarial e quantias modestas de subsistência costumam ser liberados quando o devedor demonstra sua origem e finalidade.

Veículos, imóveis e outros bens

Não havendo dinheiro suficiente, a penhora pode recair sobre bens:

Esses bens podem ser avaliados e levados a leilão, e o produto da venda é usado para pagar o credor.

Existe uma ordem de preferência

A lei sugere uma ordem para a penhora, começando, em regra, pelo dinheiro — por ser o mais simples de transformar em pagamento. Depois vêm outros bens, como veículos e imóveis. Essa ordem não é absoluta: o caso concreto pode justificar caminhos diferentes.

Os dois lados da mesma moeda

Para o credor, conhecer essas regras ajuda a mirar os bens certos e a não perder tempo com o que é protegido. Para o devedor, ajuda a saber o que pode defender — apontando, por exemplo, que determinado valor é salário ou que o imóvel é bem de família.

A penhora tem regras claras: nem o credor pode tudo, nem o devedor fica desprotegido.

Cada situação tem particularidades — o tipo de bem, a origem do dinheiro, a natureza da dívida. Se você está cobrando ou sendo cobrado, vale avaliar o seu caso para entender o que esperar e como agir.

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